Mas tu não consegues, porque não sabes quem és. Só sabes que queres ser como eu sou. Nunca vais conseguir. Desista.
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Você é como piche: uma substância negra e viscosa, que gruda no corpo e na alma, e só sai esfregando com força e usando detergente.
Mulheres são assim: querem saber tudo às últimas conseqüências. Furungar feridas. Saber, saber, todos os mínimos detalhes. Fuxicos, fofocas. Opiniões sobre a vida alheia sem qualquer base científica ou factual.
Sofrimento impingido por vontade própria. Raiva da mesquinhez de outrem. Raiva da inveja de outrem, da pequenez. Depois, risadas. Pela infelicidade de outrem que leva à inveja e à maldade. A maldade corrói. O piche só suja. O piche é ruim para si mesmo. A maldade te corrói até os ossos e tu sentes. Tu sabes. Tu percebes. Mas mesmo assim insistes.
Burrice patológica.
Idiotice por compulsão.
Alma fétida.
Tudo isso é você, porque assim você quer.
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Eu comecei a deixar mensagens cifradas, aqui e ali, na esperança de que ele as leia e entenda. No entanto, sei que ele não vai ler. Quanto aos outros, são mensagens quase infantis e sem sentido, que só fariam sentido ao meu interlocutor. Mas quem o procura sou eu, e não o contrário.
Sonho de garganta e boca secas essa noite. Sonho de beijo de lábios rachados. Mortos e enchentes. Água suja que não revela tudo o que há nas profundezas. Mortos desconhecidos e conhecidos que deveriam ser página virada para mim. Novamente conversavámos. Dessa vez num botequim. Amigavelmente. E eu te contava o outro sonho. E tu me contavas um outro sonho teu. Novamente te encontrava e não lembrava o nome do teu cachorro, que a mente substituiu pelo da personagem do filme bobo que eu vi ontem. Todas essas coisas que deveriam estar enterradas mas que ainda me entristecem.
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Me falaram num tal de bom humor, mas o que eu vejo mesmo é a acidez. Não consigo enxergar flores no pântano, nem as que são típicas deste ambiente.
O ser humano é difícil de ser entendido. As pessoas têm as fantasias mais loucas dentro do seu próprio egocentrismo. Mas, como diz o ditado: não adianta tapar o sol com a peneira.
Não estamos numa guerra, mas se estivessêmos, tenha certeza: não terás nenhum aliado. Estarás tão só quanto sempre estiveste, mas preferes fingir uma popularidade inexistente. A verdade, a única verdade, é que não sabes quem és. E tens medo de quem tu possas vir a ser.
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Sonhei a noite inteira que estava usando uma sonda uretral. Trash.
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Há quem vista uma máscara, e a máscara acabe colando ao rosto, transformando a personagem em persona. Não conhemos todos pessoas assim? Exatamente assim… personagens… o problema é que o escritor deixa de guiar a personagem quando ela se torna persona, e deve ser por isso que há tantas pessoas por aí totalmente perdidas. Puppets without thir puppeteers.
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